sexta-feira, 3 de abril de 2009

Consumo do tempo da vovó

Muito se fala do consumismo desenfreiado que vivemos. Como reação a isso podemos verificar alguns movimentos tanto em outros países como no Brasil que mostram a possibilidade de sair dessa lavagem cerebral consumista. Quando penso que precisamos diminuir nossas compras, automaticamente penso também na necessidade de diminuirmos antes, o desperdício. Ele acompanha obviamente o consumismo pois estamos comprando mais do que podemos comer, usar, usufruir.

Dentre as várias medidas a primeira é a avaliação do que temos em casa que está quebrado e sem possibilidade de conserto ou aproveitamente, coisas que não gostamos e por isso estão “encalhadas” no armário, outras que simplesmente estão boas também mas enjoamos. Fazendo essa triagem do que jogar fora, do que ficar e do que pode ser doado, além de se conseguir um melhor aproveitamento de espaço ainda fazemos com que pessoas otimizem aqueles materiais dispensáveis para nós.

Aprender algumas coisas do tempo da vovó também ajuda, como: fazer o mínimo com agulha e linha (bainha de calça, pregar um botão, reforçar uma costura), doces de frutas para aproveitá-las bem como reformular as comidas que sobraram. Lembro que hoje em dia isso é uma necessidade tanto para as mulheres como para os homens.

Temos que reagir ao que tentam nos impor como ordem mundial, não “temos” que ser ricos, ter carro novo, celular que grava, tira fotos, filma e dá cambalhota, não precisamos de tantos produtos para sermos felizes....mas precisamos estar conscientes do que somos e qual direção queremos tomar em nossas vidas.

4 comentários:

LiLi disse...

Ainda bem que nem tds esão inseridos nessa era do consumo!!! É um dever de cada um que se faz cada vez mais urgente...

Bjus, minha queria Lena!!

Rapha disse...

Bom.

Ricardo Kersting disse...

Oi Helena. É uma briga de foices num quarto escuro, minha amiga..O consumo é o bálsamo das economias capitalistas, sem ele nada existiria.. Tanto que quando ele começa dar sinais de fadiga, lá vem o govêrno através de suas medidas colocar dinheiro no mercado para aumentar o mesmo..Essa consciência de não consumir além do necessário, é um antídoto ao veneno proposto todos os anos em todas datas criadas para isso.. O problema é que basta acontecer uma liquidação e pronto, a própria associação das donas de casa deixa suas panelas e ruma às lojas.. O não desperdício, infelizmente não evita novas compras.. O bombardeio publicitário desmancha qualquer tática nesse sentido. A transformação de um objeto que há poucos meses seduzia os compradores, numa coisa ultrapassada, é a especialidade das agências..O que me causa mais espanto no consumo exagerado, não é propriamente a quantidade em si, mas a qualidade. O nível de exigência do consumidor é algo de chorar. Mas é isso aí. Mesmo dizendo tudo isso eu estou contigo, vamos iniciar uma campanha?
Beijão

Helena Erthal disse...

Ricardo,
Muito bem colocado seu ponto de vista. A campanha fica por conta de tentarmos simplesmente fazer as pessoas pensarem a respeito e assim, mudarem pelo menos um pouco nesse aspecto.
Esse trabalho é de formiga, um pouco aqui, outro ali, infelizmente não se consegue esse tipo de mudança rapidamente.
Abraços, e obrigada!