sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ser



Percebo, numa frequência cada vez maior, o uso de expressões como: “politicamente correto”, “fulano é do bem” entre outras,  as quais ora vão validar ou invalidar ações humanas. Elas pretendem  enfatizar o que é “bom”, distinguindo do que poderia ser alvo de acusações e críticas negativas.

As pessoas buscam ser validadas pelas outras  e isso me parece tremendamente forçado. Nos posicionar como crianças que necessitam de aprovação não é somente uma atitude infantil, mas irá, com o tempo, fragilizando-nos, criando confusão até o ponto de não sabermos mais como agir. Creio que esse tipo de comportamento nasce da necessidade do indivíduo se sentir parte de um grupo, e assim, protegido de alguma forma.

É fundamental manter a lucidez para que nossos atos não virem um conjunto de direcionamentos incoerentes e, antes de tudo,  refletirmos  antes de adotarmos certas atitudes e/ou discursos como parte de nossa essência. Não reforçar o “poder” de quem se considera parâmetro para julgar os atos alheios me parece mais adequado do que tentar satisfazer esse ego superdimensionado.

As diversas maneiras de pensar e agir é que fazem o mundo evoluir, crescer, decair, poluir ....e assim por diante, não podemos querer assumir o controle pois não vamos mudar o mundo.

“Nossa tarefa consiste em endireitar nossas próprias vidas” (Joseph Campbell)

Respeitando os limites comuns à convivência em sociedade, nossa  autenticidade se estabelece como a única verdade que devemos seguir. O resto é aprendizado, lento e gradual para não nos tornarmos “outros”.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Troca



A necessidade de compartilhar ideias e experiências é algo realmente primitivo, desde o tempo das cavernas as conversas em volta da fogueira deveriam ser dos momentos mais esperados pelo grupo.  Até hoje, estar em meio a natureza com amigos ao redor da fogueira é algo maravilhoso, atávico.

Me revelar através de diferentes temas, em prismas variados, é um processo interior bastante intenso e me traz o prazer catártico de externar uma série de emoções, conclusões e desdobramentos da minha bagagem de vida e de leituras. Afinal somos seres humanos, com ritos de passagens inerentes a nossa existência, portanto nossas vidas contém ingredientes que se repetem, porém com formas diferentes de vivê-los, senti-los, nascendo assim a riqueza da troca.

Deixo vocês com as palavras de Mário Quintana. Agradeço a todos que leem meus textos e acompanham esse bloguinho.


A Coisa – Mário Quintana
Agente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa...e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.