sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Caminho


Sempre tive a impressão de estar vivendo uma vida profissional que não correspondia a minha a essência e que isso era uma transgressão imposta pela lei da sobrevivência. Até chegar a esses 52 anos de vida mantive a disciplina e certa força interior necessárias à manutenção de minha lucidez e equilíbrio. Apesar desse lado posso dizer que fui muito feliz até agora, pois casei, construímos uma casa, criamos nossa filha e reciclamos vários tipos de sentimentos e assim chegamos a 30 anos  de casamento.

Esse ano está sendo de mudanças radicais em minha vida. Após ser demitida da empresa que trabalhava há 12 anos finalmente tive a oportunidade de tentar viver de cerâmica através de meu atelier, o“ Lua de Barro”. Pus mãos à obra e agora esse espaço está bonito e produtivo, ainda com poucos alunos, contudo sinto que as coisas vão frutificar.

Hoje percebo que o caminho trilhado não era errado, pois tudo que vivi me levou a esse momento especial em minha vida. Se não tivesse trabalhado em boas empresas não conseguiria dinheiro para construir minha casa com espaço suficiente para um atelier, muito menos equipá-lo tão bem. Entre outras coisas, aplico diariamente muitos conceitos e condutas que aprendi em minha lida profissional desses anos passados, ou seja, nada é desperdiçado. As vezes temos a tendência a sentir pena de nós mesmos e isso pode ser um impeditivo à felicidade.


terça-feira, 26 de julho de 2016

Woman in me - Carleen Anderson


Algumas performances são especiais, no caso de Carleen, parece que todas são assim,,,

domingo, 13 de março de 2016

O Poder da vulnerabilidade - Brene Brown

video


Esse video da Brene Brown é longo mas vale muito a pena!!! Boa reflexão!



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A paz de espírito - "Nós somos a fonte"



Num cômodo com 50 pessoas, totalmente escuro, entra uma pessoa com uma vela acessa na mão. Essa pessoa beneficia as 50 pessoas. (imagem mental sugerida por Prem Rawat)

A paz deve ser entendida como base para o ser humano viver o seu cotidiano. Ela é conquistada pelo  auto-conhecimento e usada como fio condutor nas opções de vida do indivíduo. Tê-la não significa que a pessoa deixou de reagir ao mundo, ela simplesmente passa a ser um indivíduo desperto.

A busca por conquistar a paz pessoal é inerente ao ser humano. Cada pessoa busca um significado fora de si mesmo, no entanto ele só precisa se interiorizar. Para isso é necessário diminuir a “velocidade” para poder enxergar a transitoriedade, aumentar a percepção e assim compreender mais sobre do quê se trata essa vida.

Essa jornada é definida pela “sede” que cada um tem de preencher signficativamente sua existência. O resultado será de acordo com a intensidade e legitimidade da busca, que muitas vezes só desperta mais tarde na pessoa.

Não se encontra nos livros

Não se encontra nas religiões

Mas em cada um de nós

Devemos olhar  para nós no sentido de avaliarmos como somos, o que é importante, e buscar o que nos traz paz, alegria...Nós somos a “fonte”.



(Esse texto foi baseado numa entrevista de Prem Rawat com a jornalista Giovanna Tassi no Equador https://www.youtube.com/watch?v=l4ws-afz9Tk )

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Condicionamento


                              “O todo da vida, da existência,  é vasto, imensurável                                           e tremendamente potente”(Krishnamurti)

Através de valores passados por tradições famiiares, religião e preceitos sociais, fomos condicionados a pensar e agir de determinada forma. Esse condicionamento é na verdade um molde que nosso cérebro se aprisiona, impedindo que usemos seu potencial, estreitando as possibilidade de nossa mente. Sendo assim nossas aspirações, ilusões, conclusões, formas de agir e reagir ao mundo se limitam a esse  estreito cerco de ideias  ditas como corretas e possíveis. Pode-se dizer que  vivemos a olhar o mundo e as pessoas através de um pequeno furo numa lona, tão limitada é nossa forma de pensar, não chegando a ativar nem 10% de nossa capacidade cerebral.

Muitas vezes temos a arrogância de pensar que um país, cultura ou sociedade é melhor que outra, mas a realidade é que o resultado humano não difere muito geograficamente. Os resultados de nossa civilização na verdade mostram que esse condicionamento não tem ajudado o ser humano a viver melhor,  há milênios o Homem continua: violento, corrupto e infeliz numa dimensão planetária.

No entanto existe uma verdade em nosso íntimo dizendo que algo nos falta, levando-nos então a uma busca. Creio ser a forma que nossa mente/espírito encontrou para nos dizer que existe algo maior fora dessa prisão mental. Porém infelizmente a maioria acaba buscando esse preenchimento dentro do próprio círculo de condicionamento(religiões, ceitas, etc) não alterando em nada sua situação.

Temos que romper energicamente toda a estrutura usada como base para nossas atitudes, construída desde a infância, para conseguir abrir as comportas da percepção, e assim deixar jorrar todas as possibilidades. Ver e captar os elementos sem usar os “filtros” de antes, que faziam as distinções e discriminações, levando-nos agir e reagir de maneira nociva ao outro.  Seria um “deseducar” para adquirir uma visão ilimitada e nova. O que virá disso não temos como saber, mas me parece extremamente libertador e promissor.

Você já conheceu alguém efetivamente livre?


(esse texto foi baseado numa palestra de Krishnamurti, não tenho o registro da data e local)