quinta-feira, 14 de junho de 2018

Afonso Cachorrão - Ditadura de Opinião



Segue um texto muito bem elaborado que copiei do blog http://afonsocachorrao.blogspot.com. Admiro o autor como pensador e escritor criterioso. Gosto de suas críticas, sempre com base em argumentos práticos e visíveis nas mídias. É uma pessoa rara, que busca a conscientização e o esclarecimento dos fatos que circundam nossa sociedade. Recomendo fortemente a leitura do texto "Ditadura de Opinião", bem como segui-lo por seu blog. Obrigada Afonso!
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Ditadura de Opinião

Há uma frase – indevidamente atribuída a Voltaire – que deveria ser exaltada e muito valorizada nos dias atuais: desaprovo o que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo – da autora britânica Evelyn Beatrice Hall.

O que temos visto ultimamente, juntamente com o fenômeno da radicalização do debate sobre os mais variados assuntos, é a tentativa de imposição – goela abaixo – de uma visão de mundo de determinados grupos sobre os demais. O “determinados grupos” pode ser qualquer minoria/ideologia, o que possuem em comum é a agressividade, prepotência e desrespeito com quem pensa diferente.

É surreal acreditar que pessoas que sofrem ou sofreram qualquer tipo de perseguição, preconceito e agressão queiram combater esses atos da mesma forma com que foram ofendidas. É contraditório, hipócrita e literalmente tosco! A História deveria ser escrita para aprendermos com os erros, não mais cometê-los - mas esse ensinamento é ignorado por uma crença cega e doutrinária em determinado tema ou assunto.

As mentiras tomam vulto, são propagadas numa velocidade assustadora, sem a menor preocupação de checagem de fontes. E isso não é particularidade de um ou outro grupo, é quase uma regra de uma época irresponsável, radical e boçal. Não importam os fatos, o que importa é que se o que estou lendo ou repassando coaduna com minha “opinião”, às favas com os escrúpulos!

Feministas combatem machismo com misandria; negros combatem racismo com mais racismo; liberais e socialistas esquecem completamente os ensinamentos teóricos e defendem o que um partido ou líder prega, protagonizando verdadeiros exemplos de vergonha alheia a céu aberto – ou para melhor contexto, em público numa rede social; são apenas alguns de vários exemplos de como anda deturpada a lógica. De nada importam anos de estudo, com verificação e comprovação empírica, se eu não concordo o que vale é a minha “verdade”. Surgem especialistas em todos os assuntos, que nunca presenciaram ou trabalharam com a questão de forma real, prática.

A suposta tolerância só é válida quando diz respeito ao que eu penso, o voto só presta quando meu candidato é eleito, a música só é de qualidade quando é o meu gosto pessoal, um veículo de comunicação só é sério e possui credibilidade quando escreve matérias que possuem uma tendência que eu quero ler ou ouvir, e assim caminha o festival de ditadores da opinião alheia.

Tempos sombrios, onde deturpam falas, tiram do contexto e agridem gratuitamente qualquer cidadão. Acabam com reputações. Há vários exércitos de minorias, prontos para atacar, fazendo um patrulhamento ideológico e comportamental. Se você faz parte de um grupo e não segue a agenda, torna-se um pária, digno de desprezo e isolamento.

A liberdade – palavra que esteve presente em todos os discursos influentes do último século, incluam-se todos os “ismos” – é usada conforme a música, sempre adaptando e sendo desvirtuada. Até mesmo estilo musical agora tem que ser necessariamente de um nicho específico, mostrando claramente a mente totalitária de um discurso propagado como tolerante. Confundem o artista com a pessoa, não conseguem separar o público do privado.

O direito a emitir uma opinião livre é um pilar da sociedade ocidental e democrática. O que poderia ser prezado é apenas o bom senso, a busca de um mínimo conhecimento antes de emitir juízo e o que nos tem faltado como seres pensantes: RESPEITO!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O Supremo Tribunal Federal na Constituição Brasileira

Segue um fragmento do texto de Rui Barbosa, "O Supremo Tribunal Federal na Constituição Brasileira", agora tão atual como em 1914, ano que foi divulgada.
As acusações ao Sr. Temer não puderam ser recebida pelo Supremo Tribunal Federal pois têm que passar primeiro pela a aprovação da Câmara dos Deputados. Indignado, Rui Barbosa escreve esse texto, explicando como isso é absurdo e abusivo. A Constituição de 88 não mudou esse item, continua o suporte aos corruptos desde os primórdios, assim não conseguiremos melhorar esse país. Segue o link do texto na íntegra: http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/rui_barbosa/p_a3.pdf


"A política invadiu as regiões divinas da justiça, para a submeter aos ditames das facções. Rota a cadeia da sujeição à lei, campeia dissoluta a irresponsabilidade. Firmada a impunidade universal dos prepotentes, corrompeu-se a fidelidade na administração do erário. Abertas as portas do erário à invasão de todas as cobiças, baixamos da malversação à penúria, da penúria ao descrédito, do descrédito à bancarrota. Inaugurada a bancarrota, com o seu cortejo de humilhações, agonias e fatalidades, vê a nação falidas até as garantias da sua existência, não enxergando com que recursos iria lutar amanhã, ao menos pela sua integridade territorial, contra o desmembramento, o protetorado, a conquista estrangeira. E, enquanto este inevitável sorites enlaça nas suas tremendas espirais a nossa pátria, todos os sinais da sua vitalidade se reduzem ao contínuo crescer dos seus males e sofrimentos, sob a constante ação dos cancros políticos que a devoram, das parcialidades facciosas que a corroem, dos abusos, por elas entretidos, que a lazaram de uma gafeira ignóbil. Ora, senhores, como todas estas calamidades se reduzem à inobservância da lei, e têm na inobservância da lei a sua causa imediata, não estranhareis que para elas vos chame a atenção numa solenidade como esta. (...) Legalidade e liberdade são o oxigênio e o hidrogênio da nossa atmosfera profissional."



terça-feira, 19 de setembro de 2017

Rui Barbosa - reflexão




"[...] os que madrugam no ler, convém madrugarem também no pensar. Vulgar é o ler, raro o refletir. O saber não está na ciência alheia, que se absorve, mas, principalmente, nas idéias próprias, que se geram dos conhecimentos absorvidos, mediante a transmutação, por que passam, no espírito que os assimila.
 Um sabedor não é armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de aquisições digeridas." 

(Trecho do discurso de paraninfo "Oração aos Moços". Original no Arquivo da FCRB).

terça-feira, 26 de julho de 2016

Woman in me - Carleen Anderson


Algumas performances são especiais, no caso de Carleen, parece que todas são assim,,,

domingo, 13 de março de 2016

O Poder da vulnerabilidade - Brene Brown



Esse video da Brene Brown é longo mas vale muito a pena!!! Boa reflexão!



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A paz de espírito - "Nós somos a fonte"



Num cômodo com 50 pessoas, totalmente escuro, entra uma pessoa com uma vela acessa na mão. Essa pessoa beneficia as 50 pessoas. (imagem mental sugerida por Prem Rawat)

A paz deve ser entendida como base para o ser humano viver o seu cotidiano. Ela é conquistada pelo  auto-conhecimento e usada como fio condutor nas opções de vida do indivíduo. Tê-la não significa que a pessoa deixou de reagir ao mundo, ela simplesmente passa a ser um indivíduo desperto.

A busca por conquistar a paz pessoal é inerente ao ser humano. Cada pessoa busca um significado fora de si mesmo, no entanto ele só precisa se interiorizar. Para isso é necessário diminuir a “velocidade” para poder enxergar a transitoriedade, aumentar a percepção e assim compreender mais sobre do quê se trata essa vida.

Essa jornada é definida pela “sede” que cada um tem de preencher signficativamente sua existência. O resultado será de acordo com a intensidade e legitimidade da busca, que muitas vezes só desperta mais tarde na pessoa.

Não se encontra nos livros

Não se encontra nas religiões

Mas em cada um de nós

Devemos olhar  para nós no sentido de avaliarmos como somos, o que é importante, e buscar o que nos traz paz, alegria...Nós somos a “fonte”.



(Esse texto foi baseado numa entrevista de Prem Rawat com a jornalista Giovanna Tassi no Equador https://www.youtube.com/watch?v=l4ws-afz9Tk )