quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O Supremo Tribunal Federal na Constituição Brasileira

Segue um fragmento do texto de Rui Barbosa, "O Supremo Tribunal Federal na Constituição Brasileira", agora tão atual como em 1914, ano que foi divulgada.
As acusações ao Sr. Temer não puderam ser recebida pelo Supremo Tribunal Federal pois têm que passar primeiro pela a aprovação da Câmara dos Deputados. Indignado, Rui Barbosa escreve esse texto, explicando como isso é absurdo e abusivo. A Constituição de 88 não mudou esse item, continua o suporte aos corruptos desde os primórdios, assim não conseguiremos melhorar esse país. Segue o link do texto na íntegra: http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/rui_barbosa/p_a3.pdf


"A política invadiu as regiões divinas da justiça, para a submeter aos ditames das facções. Rota a cadeia da sujeição à lei, campeia dissoluta a irresponsabilidade. Firmada a impunidade universal dos prepotentes, corrompeu-se a fidelidade na administração do erário. Abertas as portas do erário à invasão de todas as cobiças, baixamos da malversação à penúria, da penúria ao descrédito, do descrédito à bancarrota. Inaugurada a bancarrota, com o seu cortejo de humilhações, agonias e fatalidades, vê a nação falidas até as garantias da sua existência, não enxergando com que recursos iria lutar amanhã, ao menos pela sua integridade territorial, contra o desmembramento, o protetorado, a conquista estrangeira. E, enquanto este inevitável sorites enlaça nas suas tremendas espirais a nossa pátria, todos os sinais da sua vitalidade se reduzem ao contínuo crescer dos seus males e sofrimentos, sob a constante ação dos cancros políticos que a devoram, das parcialidades facciosas que a corroem, dos abusos, por elas entretidos, que a lazaram de uma gafeira ignóbil. Ora, senhores, como todas estas calamidades se reduzem à inobservância da lei, e têm na inobservância da lei a sua causa imediata, não estranhareis que para elas vos chame a atenção numa solenidade como esta. (...) Legalidade e liberdade são o oxigênio e o hidrogênio da nossa atmosfera profissional."



terça-feira, 19 de setembro de 2017

Rui Barbosa - reflexão




"[...] os que madrugam no ler, convém madrugarem também no pensar. Vulgar é o ler, raro o refletir. O saber não está na ciência alheia, que se absorve, mas, principalmente, nas idéias próprias, que se geram dos conhecimentos absorvidos, mediante a transmutação, por que passam, no espírito que os assimila.
 Um sabedor não é armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de aquisições digeridas." 

(Trecho do discurso de paraninfo "Oração aos Moços". Original no Arquivo da FCRB).

terça-feira, 26 de julho de 2016

Woman in me - Carleen Anderson


Algumas performances são especiais, no caso de Carleen, parece que todas são assim,,,

domingo, 13 de março de 2016

O Poder da vulnerabilidade - Brene Brown



Esse video da Brene Brown é longo mas vale muito a pena!!! Boa reflexão!



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A paz de espírito - "Nós somos a fonte"



Num cômodo com 50 pessoas, totalmente escuro, entra uma pessoa com uma vela acessa na mão. Essa pessoa beneficia as 50 pessoas. (imagem mental sugerida por Prem Rawat)

A paz deve ser entendida como base para o ser humano viver o seu cotidiano. Ela é conquistada pelo  auto-conhecimento e usada como fio condutor nas opções de vida do indivíduo. Tê-la não significa que a pessoa deixou de reagir ao mundo, ela simplesmente passa a ser um indivíduo desperto.

A busca por conquistar a paz pessoal é inerente ao ser humano. Cada pessoa busca um significado fora de si mesmo, no entanto ele só precisa se interiorizar. Para isso é necessário diminuir a “velocidade” para poder enxergar a transitoriedade, aumentar a percepção e assim compreender mais sobre do quê se trata essa vida.

Essa jornada é definida pela “sede” que cada um tem de preencher signficativamente sua existência. O resultado será de acordo com a intensidade e legitimidade da busca, que muitas vezes só desperta mais tarde na pessoa.

Não se encontra nos livros

Não se encontra nas religiões

Mas em cada um de nós

Devemos olhar  para nós no sentido de avaliarmos como somos, o que é importante, e buscar o que nos traz paz, alegria...Nós somos a “fonte”.



(Esse texto foi baseado numa entrevista de Prem Rawat com a jornalista Giovanna Tassi no Equador https://www.youtube.com/watch?v=l4ws-afz9Tk )

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Condicionamento


                              “O todo da vida, da existência,  é vasto, imensurável                                           e tremendamente potente”(Krishnamurti)

Através de valores passados por tradições famiiares, religião e preceitos sociais, fomos condicionados a pensar e agir de determinada forma. Esse condicionamento é na verdade um molde que nosso cérebro se aprisiona, impedindo que usemos seu potencial, estreitando as possibilidade de nossa mente. Sendo assim nossas aspirações, ilusões, conclusões, formas de agir e reagir ao mundo se limitam a esse  estreito cerco de ideias  ditas como corretas e possíveis. Pode-se dizer que  vivemos a olhar o mundo e as pessoas através de um pequeno furo numa lona, tão limitada é nossa forma de pensar, não chegando a ativar nem 10% de nossa capacidade cerebral.

Muitas vezes temos a arrogância de pensar que um país, cultura ou sociedade é melhor que outra, mas a realidade é que o resultado humano não difere muito geograficamente. Os resultados de nossa civilização na verdade mostram que esse condicionamento não tem ajudado o ser humano a viver melhor,  há milênios o Homem continua: violento, corrupto e infeliz numa dimensão planetária.

No entanto existe uma verdade em nosso íntimo dizendo que algo nos falta, levando-nos então a uma busca. Creio ser a forma que nossa mente/espírito encontrou para nos dizer que existe algo maior fora dessa prisão mental. Porém infelizmente a maioria acaba buscando esse preenchimento dentro do próprio círculo de condicionamento(religiões, ceitas, etc) não alterando em nada sua situação.

Temos que romper energicamente toda a estrutura usada como base para nossas atitudes, construída desde a infância, para conseguir abrir as comportas da percepção, e assim deixar jorrar todas as possibilidades. Ver e captar os elementos sem usar os “filtros” de antes, que faziam as distinções e discriminações, levando-nos agir e reagir de maneira nociva ao outro.  Seria um “deseducar” para adquirir uma visão ilimitada e nova. O que virá disso não temos como saber, mas me parece extremamente libertador e promissor.

Você já conheceu alguém efetivamente livre?


(esse texto foi baseado numa palestra de Krishnamurti, não tenho o registro da data e local)