sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vitalidade


O senso comum classifica a energia do ser humano de acordo com a idade cronológica, evidenciando assim a decrepitude física e mental do mesmo. Inevitavelmente diferenças vão acontecer no físico das pessoas porque gastamos o corpo ao longo da vida, todavia, nosso corpo estará melhor ou pior de acordo com o uso/trato dispensados à ele  ao longo dos anos. Diferentemente do corpo, tenho pra mim que a mente fica melhor na mesma proporção do quanto é usada, pois ela não se gasta, ela se desenvolve com o uso. Ela também será o resultado da qualidade do pensamos e sentimos bem como do que imputamos nela. Isso tudo para dizer que, necessariamente, não ficaremos gagás e decrépitos tão inevitavelmente como falam por aí.

Ocorre um “Rito de passagem”  não  muito divulgado, entre os 30 /  40 anos de idade, que desestrutura o ser humano. Um questionamento geral,  que abrange todos os setores da vida, como se fosse uma “faxina”.  Tem pessoas que não suportam a violência desse furacão e caem em profunda depressão. Outras, agem de forma a corrigir os desvios, uns se divorciam, outros mudam de cidade, de trabalho, voltam a estudar, mudam de profissão....Enfim, se libertam dos grilhões que impediam a felicidade e a realização da real jornada.

Vivi esse Rito com muita intensidade, e acredito que, por conta disso, chego aos 49 anos com corpo e alma renovados,  percebo que quanto mais  o tempo passa, tenho mais “gana” de viver, aprender, experimentar, me divertir e, principalmente, me emocionar. Essa paixão é um combustível fantástico, me impulsionando à novas aventuras e experiências. Obviamente ficamos mais seletivos em relação a tudo: no alimento que ingerimos, nas leituras, no consumo cultural, nas relações com as pessoas. Também passamos a nos dedicar mais as  pessoas que amamos.


Isso, que nada mais é que a tão difamada maturidade, traz também a paz, ainda que não seja plena, mas legítima, amalgamada com nossos avanços espirituais.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Enlevo


Existem momentos de enlevo em nossas vidas, que ocorrem em diferentes setores, ora afetivo, ora vocacional, ora espiritual. Fico me perguntando quantas pessoas passam por esses momentos de encantamento e êxtase nessa vida. Creio que pouquíssimas e raras vezes ao longo de uma vida.

Penso que o maior impeditivo a esse tipo de vivência é a mentalidade que as pessoas alicerçam suas vidas e influenciam a vida de outros. Começa pelo tipo de pensamento que herdamos de nossa educação familiar, juntando com as influências externas da sociedade e finalmente com as próprias inferências. Está intimamente ligado ao quanto nossas opções de vida, em todos os setores, são coadunadas com nossa essência, ou seja, o quanto essas opções tem realmente a ver com nossas personas.

Essa maneira de viver,  leal a sua própria originalidade, não é muito comum, creio que são exceções entre bilhões de pessoas, porém é a única maneira de se alcançar o que todos procuramos, o SUBLIME  ou o NIRVANA para outros.

Enquanto vivos, todos temos a oportunidade de acertar o caminho, de refletir e encontrar a própria verdade, em outras palavras, o auto-conhecimento. Precisa-se de coragem. Coragem para acreditar em si mesmo e em suas potencialidades, coragem para planejar e finalmente  para AGIR e PERSEVERAR.

Não vamos nos privar desse tipo de experiência....é algo que uma vez vivenciado, nos transforma,  nos revelando cada vez mais, o divino que há em nós.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Meu Menino - Milton Nascimento

                                 (Imagem copiada do site http://www.recantodasletras.com.br sem referência do autor )

Se um dia você for embora
Não pense em mim
Que eu não te quero meu
Eu te quero seu

Se um dia você for embora
Vá lentamente como a noite
Que amanhece sem que
A gente saiba
Exatamente
Como aconteceu

Se um dia você for embora
Ria se teu coração pedir
Chore se teu coração mandar
Mas não me esconda nada
Que nada se esconde

Se por acaso um dia você for embora
Leve o menino que você é.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Medo

Só tem medo da vida quem ainda não começou realmente a vivê-la, não importando a idade que tenha. Pensar que certas coisas estão no destino de cada pessoa e não se consegue evitar de vivê-las pode ajudar a entender que não temos como controlar nossas vidas integralmente. Por outro lado, achar que se deva esperar que a vida aconteça sem fazer a parte que nos cabe, também não vai funcionar.

A inércia  abriga o medo, a preguiça e a melancolia. O medo só passa quando iniciamos a ação, que começa na mente de cada um. A medida que raciocinamos uma ação mudamos de atitude e,  quando a ação é tomada, já não temos mais medo.  A ação intuitiva possui em si o valor da autenticidade , poucas pessoas confiam em si mesmas o suficiente para atender às suas intuições, porém isso faz parte de viver em consonância -  alma & cosmos.


Alguns tem medo de viver outros de morrer....do que adianta? Todos temos que viver e morrer. Vamos viver nos percebendo e conhecendo, levando em conta a realidade que nos cerca. E quando chegar o momento de partir, que venha....com a consciência de ter mergulhado profundamente nessa vida e talvez deixado alguns traços de nossa passagem nesse plano.  

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Osho - Sobre a Liberdade


Para ser totalmente livre a pessoa precisa estar absolutamente consciente, pois nosso cativeiro está enraizado na nossa inconsciência, ele não vem de fora.

Ninguém pode impedi-lo de ser livre. Você pode ser destruído, mas, a menos que você deixe, a sua liberdade não pode ser tirada de você. Em última análise, é sempre o seu desejo de não ser livre que tira sua liberdade. É o seu desejo de ser dependente, o seu desejo de negar a responsabilidade de ser você mesmo, que faz de você uma pessoa sem liberdade.


No momento em que a pessoa assume a responsabilidade por si mesma...e lembre-se de que isso não é um mar de rosas, existem espinhos também; não é açúcar no mel, existem momentos de amargura também.
A doçura é sempre contrabalançada pela amargura, elas vem na mesma proporção. As rosas são contrabalançadas pelos espinho, os dias pelas noites, os verões pelos invernos. A vida mantém o equilíbrio entre os opostos polares.

Assim, uma pessoa que esteja pronta para aceitar a responsabilidade por ser ela mesma, com todas as suas belezas, amarguras, alegrias e aflições, pode ser livre. Só uma pessoa assim pode ser livre.


Viva isso em toda sua agonia e em todo o seu êxtase - ambos são seus. E nunca esqueça: o êxtase não pode vir sem agonia, a vida não pode existir sem a morte e a alegria não pode existir sem a tristeza.
É assim que as coisas são - não se pode fazer nada a respeito. Essa é a própria natureza, o próprio Tao das coisas.

Aceite a responsabilidade por ser como é, com tudo o que você tem de bom e com tudo o que tem de ruim, com tudo o que tem de belo e com tudo o que não é belo. Nessa aceitação, ocorre uma transcendência e a pessoa se torna livre. 
(Autor do texto"Liberdade: A Coragem de Ser Você Mesmo": Osho –copiado do site: http://www.palavrasdeosho.com/

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O ser humano se acostuma a tudo....


Em conversa com um amigo, percebi que ele vivia um inferno no trabalho há mais de vinte anos. Não entendia porque não tomava uma atitude em prol de sua felicidade, mesmo com o “preço” necessário à ser pago pela mudança.

Com o tempo percebo que a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa  é se acostumar com  coisas ruins em sua vida. As pessoas se acostumam: a corrupção, a dor física, aos  maus tratos, a exploração,  a violência, a indiferença...não tem limite para os tipos de acomodação....SIM ....ACOMODAÇÃO.

As atitudes que envolvem nossa felicidade só podem ser tomadas por cada indivíduo. Quando essa conscientização  não acontece,  paga-se com duras consequencias  no viver, algumas irreversíveis.

Quando se coloca os esforços necessários à mudança na balança as pessoas começam a esmorecer em vez de anteverem os saldos positivos que virão. A atitude de negação é a pior,  vem com uma série de justificativas  bem urdidas as quais normalmente as pessoas se apegam fervorosamente, tentando se convencer (ou convencer outros) de que são felizes assim. Não conseguem ver a vida fora dos limites daquele ciclo vicioso.

Quando algo tem que ser mudado em nossa vida, aparecem os sinais consistentes (pessoas que nos amam tentam nos falar, amigos, situações repetitivas ligadas a questão...etc).
A vida é uma experiência dinâmica e fantástica, a jornada não pode estagnar, apodrecer na acomodação...então

MUDE...LIBERTE-SE !


quinta-feira, 22 de agosto de 2013


Sair e Voltar
Helena  Erthal

Aqui sob velas
Luzes que  me afagam e levam
Como vagas no mar

Sagrado lugar
Sem vizinho, um ninho
Ilha de intenso criar

Eterno fluir e surgir
Fonte da alma
A derramar 
e sumir

Levando de volta  pro mar

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Modular Paixões - Andre Mehmari/Luiz Tatit


Segue uma música que me fascinou, a interpretação fantástica é de Mônica Salmaso e piano de André Mehmari. Segue a letra e o link do site oficial do André Mehmari para vocês escutarem o áudio.




Sim
Dentro de mim
Já modulei
Paixões
A paixão é assim
Tem muitos graus
Varia
Se crescer demais
Pode causar imensa comoção
Em vão

Dentro de mim
Já modulei
Paixões
A paixão no fim
Pode apostar
Esfria
Se não volta mais
Por que deixar bater o coração
Em vão?

Lamúria é se queixar
Por desalento
A fúria é um desabrochar
Violento
Quem age com aflição
Acaba em agonia
E quem não quer
Se preocupar
Adia
Dias
Enquanto o tempo passa
E quanto mais demora
Chora! chora!
Só para serenar
Pois a dor não vai parar

Alívio é diminuir
O que era muito
Delírio é se desorientar
No assunto
E quando esse delírio
Invade a nossa alma
Calma! Calma!
Sem precipitações
Toda alma sabe

Modular paixões

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ternura



A ternura é uma das expressões do amor, mistura de delicadeza  com despretensão, sua grande força é sutil, charmosa.

O que é a ternura senão o amor condensado em olhar, toque, trato carinhoso, sorriso e....doces palavras ?!!


Vive-se com pouco dinheiro, poucas esperanças e até pouca saúde....mas sem ternura é como perder a poesia de tudo. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

“Torna-te o que tu és” - Nietzsche


Temos uma essência, um conjunto de características: personalidade, talentos, gostos, defeitos e qualidades. É uma mistura única no universo, com a qual nascemos e, tudo indica, não escolhemos previamente. Essa exclusividade não significa qualidade necessariamente, mas serve de ponto de partida para entendermos a busca interior que essa nossa existência encerra. 

Nascemos completamente ignorantes de quem e como somos, quais talentos carregamos e o que precisamos fazer nesse mundo para alcançarmos a completude. Aos poucos o viver nos mostra, através do convívio com pessoas e situações impostas pelo “caminho”, o(s) motivo(s) de estarmos aqui. Vamos conquistando maturidade e sabedoria, ora transpondo obstáculos ora mudando de direção quando perdemos uma batalha.

O auto-conhecimento nos traz boas e más notícias e o tratamento que daremos a essa conscientização dependerá muito dos princípios que absorvemos até aquele momento. Quando não gostamos do que vemos em nós, é um bom sinal,  pois nos ajuda a perceber os rumos para mudanças, necessárias ao cumprimento de etapas, que nos direcionará, gradativamente, às  transformações.

Acredito num destino, numa missão individual que devemos nos esforçar em conhecer, pois a concretização da mesma está diretamente ligada a realização pessoal e qualidade espiritual que teremos ao longo da vida, principamente no final. 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Vibração


Apesar de ser algo que não se leva em consideração no dia-a-dia, esse aspecto influencia vivências, saúde, namoros, amizades, trabalho, acertos e desacertos ao longo da vida.

A energia que emanamos é reflexo do que somos, sendo então resultado do que ingerimos, pensamos, falamos, fazemos e internalizamos. A mesma também tem um efeito de atrair ou  repelir  pessoas bem como os outros seres que nos cercam.

Um exemplo bem marcante são certos tratamentos terapêuticos que  se baseiam na energia da pessoa, os variados tipos de massagens, a homeopatia,  a acupuntura,  entre tantos outros, que conseguem mudar e/ou limpar os “canais” energéticos e assim, curar doenças. A água é preponderante em seu poder purificador, banhar o corpo deve ser visto como um ritual fundamental para aliviar o corpo dos efeitos estressantes de nossa lida.

Somos diferentes a cada dia, a cada momento. Emanamos diferentes vibrações dependendo das situações, pessoas envolvidas e de nossa prontidão para as mesmas. Tentar iniciar o dia mentalizando uma energia positiva já é um bom começo. Perceber o momento de se calar em discussões,  por perceber que não se conseguirá  agregar valor ao contexto, ajuda. Contudo, isso  só se consegue quando mantemos certo distanciamento. Esse distanciamento não é descaso, me refiro a habilidade de não colocar o ego em tudo que se fala, decide, discute, enfim, se relaciona no dia-a-dia. Essa tarefa é difícil para nossa mentalidade ocidental, que de modo geral, usa demais o pronome “eu”...mas não é impossível.

Creio não ser possível se manter o tempo todo numa vibração agradável, mas percebo que algumas posturas e predisposições podem contribuir bastante.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Domínio e libertação


“Deixai toda a esperança, ó vois que entrais.”
( O Inferno –A Divina Comédia – Autor: Dante Alighieri)

Ao adquirir a dependência e/ou compulsão por qualquer substância vive-se o próprio inferno, a desesperança. A vulnerabilidade humana ao vício é enorme, certo que nenhum de nós pode dizer não ter convivido com esse problema em algum grau ou com alguém vivendo essa situação. Me refiro a todos os tipos: tabaco, álcool, ter compulsão por qualquer coisa ( comer, beber,...), drogas lícitas e ilícitas, etc.

Quando o nível de dependência se agrava, o amor próprio desaparece, dificilmente as pessoas próximas aguentam presenciar a auto-destruição do ente querido e acabam desistindo e saindo de cena. Tem a figura do “amigo” que contribui mais ainda para o vício, muitas vezes possuidor do mesmo problema,  e assim piorando a situação. E tem o amigo de verdade que tenta ajudar, mas a pessoa que se encontra envolvida, acaba se fechando ao contato, as vezes por vergonha de ainda não corresponder as expectativas de recuperação das pessoas que se importam com ele.

Uma experiência que me fez refletir e sentir minimamente como seria ser dominada, foi com o tabaco. Foi há muitos anos, eu comecei a fumar em 1982 aos tenros 18 anos e, como todo fumante pode confirmar, ninguém gosta de fumar assim que começa. É algo que o pulmão reclama logo nas primeiras tentativas, só que o mesmo vai se acostumando, a gente teimando, e o corpo vai absorvendo e se prendendo aos efeitos da nicotina.

Eu fumei descontroladamente até o ano de 1991, quando comecei a sentir meus pulmões constantemente com secreção. Foi um alerta, fique com medo e resolvi então que iria parar de fumar. Aliás, como muitos,  achei que pararia quando quisesse... quanta presunção idiota! Sei que só consegui parar de fumar após várias tentativas, num esforço terrível. Para mim o mais difícil foi modificar em minha mente  a falsa ideia de que precisava do cigarro para me acalmar, para curtir um momento bom e até mesmo para funcionar bem profissionalmente, superar isso levou anos. Ter essa vivência foi  um grande aprendizado, prometi a mim mesma nunca mais ser dominada por nada nem por ninguém nessa vida.    
                      
“A liberdade é a capacidade de darmos um sentido novo ao que parecia fatalidade,
 transformando a situação de fato numa realidade nova, criada por nossa ação.”
(Autora: Marilena Chauí)

Me solidarizo e torço por aqueles que precisam iniciar ou já estão na batalha contra a dependência, que consigam, antes de tudo,  admitir que precisam mudar,  acreditando fortemente que são capazes de superar esse e todos os problemas que a vida nos trás, pois a partir dessa confiança é que se consegue transformar uma realidade difícil em algo melhor. Que a força nos acompanhe para todo sempre.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mais gente


Mês passado a ONU informou que a população mundial já chegou aos 7.2 bilhões de pessoas e continuará a crescer acentuadamente(Fonte: Estadão – 13 de junho de 2013).

O que não entendo é como os ecologistas, governantes e sociedade em geral não veem a necessidade urgente de propagar a redução de natalidade no mundo. O motivo é  óbvil, só temos esse planeta para habitar, não temos para onde ir ou onde colocar mais gente. Não temos recursos naturais, produção de alimentos, educação, consequentemente... nem penitenciárias, transporte e saúde que atendam a essa demanda crescente, muito menos teremos como manter nossas reservas florestais e santuários de animais pois a ocupação do homem se imporá. Outro aspecto importante, as populações que mais crescem são de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, ou seja, miséria e altos níveis de criminalidade garantidas.

No Brasil não vejo o governo se sensibilizar, ao contrário, estimula com as moedas de troca eleitoreiras (cheque cidadão, bolsa família etc.) que beneficiam principalmente as família pelo maior número de crianças e adolescente de zero a dezessete anos. Premiando os mais férteis, temos maior quantidade de pessoas nascendo na camada mais miserável e ignorante da população, esses, que na realidade decidem nas urnas quem governa o país.


As mudanças que as pessoas clamam hoje nas ruas só poderão ser atendidas através de um grande projeto que inclua o planejamento familiar, saneamento básico com tratamento de efluentes, educação de qualidade em todos os níveis (fundamental, médio e superior), reforma do sistema de saúde no país (não colocando médicos estrangeiros e sim dando condições para os nossos profissionais brasileiros trabalharem) e finalmente,  instituir severa punição aos infratores da Lei, sendo eles políticos ou não.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vida e Viço


Assisti  alguns programas nos canais Discovery  relacionados  aos avanços de pesquisas para estender o tempo de vida das pessoas,  tanto em manter a juventude eterna como chegar a idades como  150 - 200 anos,  mencionaram até a vida eterna terrena.

Absurdos à parte, claro que tem muita especulação em cima do tema, muita gente querendo ganhar dinheiro com o delírio alheio,  mas fico pensando  o quanto eu não quero nada disso para mim.

Acredito no equilíbrio da natureza e a finitude como parte de uma vida saudável em carne e espírito. Nossa psique não tem preparo para tanto, ela se exaure, portanto não vejo como ser feliz  estendendo a vida artificialmente, a perder de vista, mesmo porque,  penso que não se teria qualidade nesse acréscimo.

Quanto a juventude, posso  até entender uma pessoa que chegou ao brilho hollywoodiano ser despreparada para encarar rugas e decreptude, porém vejo muitas outras, bem longe dos holofotes, tanto ou mais inconformadas em envellhecer. Nada contra em tentar se manter uma boa aparência, mas não se consegue nadar contra a corrente de um rio por muito tempo....muito menos por anos.

Talvez eu seja conformada demais com o porvir e com os ritos de passagem, magníficos pilares esclarecedores de nossas alegrias e misérias humanas. A educação familiar deve se ocupar em esclarecer as crianças sobre o que é a vida e seus ciclos, prepará-los e assim fortalecê-los para os momentos de sofrimento, pois o mesmo é condição indefectível na vida de todo ser humano.

Quero viver o que me cabe, na esperança de manter a saúde ao máximo para usufruir o que for possível e da melhor forma. Acredito que enquanto tivermos sede de aprender, desenvolver diferentes habilidades e tratar com carinho artesanal nossos amores...estaremos mantendo a juventude eterna.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Talvez eu não saiba sonhar de verdade...


Quando falamos sobre o que almejamos, ou simplesmente expomos nossos planos e desejos futuros não atentamos para ideia de limite, afinal são sonhos!

Mas comigo, inconscientemente, sempre separei o tangível do impossível com a ideia de desfrutar desse torvelinho de ideias sem me machucar e ao mesmo tempo ter uma direção em relação aos que teriam alguma concretude. Penso que a maioria das pessoas fazem assim. Todavia, para outras, essa distinção não ocorre, o que confere uma dinâmica espetacular ao sonho, porém traz em si um sentimento de forte frustração por se mostrarem realmente inalcançáveis.


Concluo que os verdadeiros artistas e idealistas se deixam sonhar sem fronteiras ou limites da razão e, somente eles, acessam essa outra dimensão profunda. Quando chegam a concretizar algo, são os que quebram parâmetros e fazem história. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Inspiração


A sensibilidade é para nós como uma teia para a aranha, nos desperta quando algo significativo se apresenta. Uma imagem, manifestações da natureza (flora, fauna, céu, etc..)uma fragrância, um movimento ou mesmo um olhar. Tudo passa por nós, mas de repente estamos na prontidão correta e somos surpreendidos pelo enlevo. Infelizmente poucas vezes nos abrimos à sensibilidade, fazendo desses momentos, raras oportunidades de sentir verdadeiramente a vida . Esse registro fica em nossa memória e emerge muitas vezes em um momento criativo, sugerindo soluções estéticas, ou mesmo facilitando a apreciação de expressões artísticas de outros.

A plenitude vem com a consciência plena, ou seja, atenção total ao que fazemos, ouvimos, vemos e falamos. Tudo o que vivemos no dia-a-dia importa. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Sinais



Os sonhos nos acompanham internamente, nos sinalizam certas situações que estão por vir, ou simplesmente indicam certas direções em determinado momento de vida.

Creio que, mais importante que os sonhos são os  sinais que o cotidiano nos passa. Esses sinais são, muitas vezes, oportunidades, alertas dos mais variados tipos e, as vezes, simplesmente poesia.

O difícil é abrirmos nossa percepção para captarmos essas luzes sutis. Uma vez captada, indubitavelmente você saberá que está passando por essa experiência, pois, acompanhando a percepção vem o “insight”, ou seja, a noção imediata que liga o sinal com a parte de sua vida que se encaixa naquela ideia.

Acreditando nisso ou não, vão existir momentos na vida de cada um que  essas palavras farão sentido, nem que seja por pouco tempo.

Magia


Momentos de pura magia, são eles:

Perceber em um filho os dons e habilidades com que foi dotado

Não conseguir quantificar ou colocar em palavras o quanto é prazeroso ter um bate-papo sobre assuntos mais profundos entre pais e filhos

Compartilhar com pessoas que amamos,  uma refeição feita com carinho

E, finalmente...ter certeza que essas emoções nunca deixarão de existir em nós


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Suassuna


Têmpera s/ tela - Nicholas Roerich - 1931

“Para Platão, a Arte tem uma função ao mesmo tempo prática e mística. A Arte, para ele, é um caminho, através do qual o homem pode empreender aquela forma de explicação do mundo e de penetração do real que é a ascenção para  o mundo das essências, das idéias puras, e, consequentemente, de comunhão com a Beleza absoluta. A Arte é, portanto, uma via de integração do homem com o Divino.”
(Fragmento do livro - Iniciação a Estética – Ariano Suassuna)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ser



Percebo, numa frequência cada vez maior, o uso de expressões como: “politicamente correto”, “fulano é do bem” entre outras,  as quais ora vão validar ou invalidar ações humanas. Elas pretendem  enfatizar o que é “bom”, distinguindo do que poderia ser alvo de acusações e críticas negativas.

As pessoas buscam ser validadas pelas outras  e isso me parece tremendamente forçado. Nos posicionar como crianças que necessitam de aprovação não é somente uma atitude infantil, mas irá, com o tempo, fragilizando-nos, criando confusão até o ponto de não sabermos mais como agir. Creio que esse tipo de comportamento nasce da necessidade do indivíduo se sentir parte de um grupo, e assim, protegido de alguma forma.

É fundamental manter a lucidez para que nossos atos não virem um conjunto de direcionamentos incoerentes e, antes de tudo,  refletirmos  antes de adotarmos certas atitudes e/ou discursos como parte de nossa essência. Não reforçar o “poder” de quem se considera parâmetro para julgar os atos alheios me parece mais adequado do que tentar satisfazer esse ego superdimensionado.

As diversas maneiras de pensar e agir é que fazem o mundo evoluir, crescer, decair, poluir ....e assim por diante, não podemos querer assumir o controle pois não vamos mudar o mundo.

“Nossa tarefa consiste em endireitar nossas próprias vidas” (Joseph Campbell)

Respeitando os limites comuns à convivência em sociedade, nossa  autenticidade se estabelece como a única verdade que devemos seguir. O resto é aprendizado, lento e gradual para não nos tornarmos “outros”.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Troca



A necessidade de compartilhar ideias e experiências é algo realmente primitivo, desde o tempo das cavernas as conversas em volta da fogueira deveriam ser dos momentos mais esperados pelo grupo.  Até hoje, estar em meio a natureza com amigos ao redor da fogueira é algo maravilhoso, atávico.

Me revelar através de diferentes temas, em prismas variados, é um processo interior bastante intenso e me traz o prazer catártico de externar uma série de emoções, conclusões e desdobramentos da minha bagagem de vida e de leituras. Afinal somos seres humanos, com ritos de passagens inerentes a nossa existência, portanto nossas vidas contém ingredientes que se repetem, porém com formas diferentes de vivê-los, senti-los, nascendo assim a riqueza da troca.

Deixo vocês com as palavras de Mário Quintana. Agradeço a todos que leem meus textos e acompanham esse bloguinho.


A Coisa – Mário Quintana
Agente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa...e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Caminhos



Ultimamente tenho buscado novos caminhos. Me refiro a conhecer e praticar o yoga. Em novembro passado comprei o livro -  Autoperfeição com Hatha Yoga - escrito por  José Hermógenes. Posso adiantar que o livro é extremamente completo, fala de vários setores de nossa vida que participam de nosso bem estar e saúde: alimentação, exercícios, relaxamento, respiração etc... O Hermógenes é prova viva do valor de seus ensinamentos ele está com 92 anos e muito bem. Os exercícios estão muito bem explicados inclusive com figuras para melhor exemplificar as posições. Um adicional de prazer ao ler o livro é a maneira peculiar do autor se expressar, tem passagens bem engraçadas quando ele enfatiza determinada forma ou maneira que não se harmoniza com a concepção dele.

Meu foco maior foi aprender  a fazer o Hatha Yoga,  desde de dezembro tenho conseguido manter a prática diária. Tive certa dificuldade inicial em fazer as posições mas muito rapidamente consegui chegar ao que chamo de” resultado satisfatório”. Penso que minha falta de flexibilidade é genética pois nunca foi meu forte, nem quando criança que dirá aos 48, porém venho melhorando minha performance dia-a-dia. Mas o que marcou irremediavelmente minha vida foi o bem estar conquistado e certa harmonia interna que cada vez mais se amplia e faz parte do meu cotidiano. Esse reflexo corpo/mente está me levando a procurar conhecer outra prática, a do Raja Yoga, ou seja o yoga da meditação.

Já devem estar me imaginando vestida com roupas indianas, queimando incenso e cantando mantras....Não é bem assim. De incenso sempre gostei e uso mas adotar vários aspectos de uma cultura totalmente distante da minha sem que meu critério interno não perceba um real significado para mim, não vai acontecer.
Estou gostando de ler também “O arqueiro Zen e a arte de viver” de Kenneth Kushner, começo sair da total ignorância sobre a filosofia Zen e seus desdobramentos. Serve também como complemento para  a prática do yoga.

Sugiro que experimentem esses caminhos, se não resolverem continuar, pelo menos terão uma experiência super válida em suas vidas.