sexta-feira, 24 de abril de 2009

Algo sobre Arte

Kandinsky
Comunicadora de tudo que nosso inconsciente acumula ancestralmente, do que pulsa no ser humano e quer sair, se revelar. Esses símbolos, cores, linhas, volume, vazio, sons, significados, etc formam um catálogo de milhões de possibilidades.

Para defini-la somente a sensibilidade e a percepção podem ajudar, mas é necessário estar ligado a uma dimensão sutil, cujo acesso não é alcançado por muitos.

Para realizá-la, precisa-se de uma mistura de desprendimento da realidade (algo insano) com o divino. Esses dois lados se misturam e maltratam o artista, até que através desse embate criador, ele consegue dar vida através da forma, cor, brilho, nuances...Ele extravasa toda a sua inquietação até que finalmente a conclui...deixando um pouquinho de sua alma àquela criação. Ela carrega pra sempre essa energia que a faz diferente de tudo no mundo, caracterizando-a como arte, deixando-a atemporal.

Quando o cansaço e o êxtase deixam o artista ele já inicia um outro embate...
Sempre em busca de sua obra prima!!

3 comentários:

Rapha disse...

nossa muito foda!isso mesmo.
brigado.muito bom ter lido isso. muito BOM.
na luz.

Ricardo Kersting disse...

Oi Helena.
Brilhante, brilhante e brilhante.
Se me permitires, gostaria de fazer dois comentários. Não sei bem porque, mas acho que este texto exige mais do que uma simples reflexão. A forma como chegaste à essas conclusões não importa, eu sei que nada escapa ao teu olhar por isso não me surpreende, mas estou surpreso.
O verdadeiro artista tem vida dupla, apesar de viver apenas uma. A vida de artista. Essa coisa meio piegas, chata e que nem sempre é atraente às pessoas é para o artista uma via de mão única. Mas é preciso ser outra pessoa para as pessoas. Essa é a parte mais difícil. É quase impossível.Tem que convencer ou tentar convencer que ele não faz parte dessa dimensão, está um pouco além, ou quem sabe em lugar algum. Isso é uma soma de fatos e acontecimentos que vão tornando relação dele com o mundo "normal", uma luta ingrata.
A criação de uma obra é antes de mais nada, uma discussão do artista consigo mesmo. Somente essa discussão torna possível a execução dessa obra e neste momento o debate é outro. Muitos imaginam que vender é o principal objetivo do artista. Não para o verdadeiro artista. Este busca desafios e quando não acontecem, ele os propõe...Para ele não há a obra definitiva, nem a melhor ou a preferida. Há sempre a próxima. Essa é a melhor e a sua preferida.
Beijos..

LiLi disse...

Palmasss!!!