segunda-feira, 27 de abril de 2009

Jovens & Velhos


Assisti a um programa sobre a velhice no Eurochannel, um formato interessante onde cada um simplesmente falava sobre a questão em suas variadas facetas. Fiquei assombrada como as pessoas entrevistadas se colocaram em relação a velhice e aos idosos em geral. Tinha relatos de crianças, adolescentes e adultos de várias idades, com um intervalo de 30 aos 70 anos, todos alemães. Ou seja, não foram entrevistadas pessoas entre 40 e 60 anos. Quiseram saber a opinião dos bem jovens e dos bem velhos.
Alguns pontos que considero importantes comentar: ambos os lados foram unânimes em não se interessarem pelo o que cada um tem a falar. Os jovens se sentem deslocados nos assuntos dos idosos e vice-versa. O pior é escutar um idoso dizer que não tem nada à aprender com os jovens! Já as crianças tinham mais a noção de que têm bastante a aprender com os velhinhos, porém os adolescentes e adultos não. Uma preocupação constante dos jovens é se terão saúde para aproveitar a velhice, agora não sei se a preocupação é acompanhada de alguma atitude prática. Os idosos já valorizam mais funcionarem mentalmente, a saúde física já é considerada como um bônus adicional, eles se dizem satisfeitos, que tiveram vidas plenas tanto de coisas boas como de sofrimentos. Se olharmos pelo aspecto histórico temos que ressaltar que esses idosos passaram pela segunda guerra e tiveram seus pais evolvidos na primeira...carregam um sofrimento enorme, e muito à ensinar. Mas estão isolados socialmente, pelo menos mais claramente na Alemanha. É triste ver como essas gerações não conseguem aproveitar o que cada uma oferece de bom e se adaptarem da melhor forma possível ao que não é tão bom nesse relacionamento entre as elas. Me decepcionei mais com a ala jovem, principalmente pela total falta de interesse pela experiência vivida por pessoas que passaram por guerra. Infelizmente conclui-se por esse documentário que a humanidade está perdendo o respeito pelos mais velhos e suas experiências, muito enfatizadoe valorizado nas antigas culturas.

3 comentários:

Rapha disse...

que pena. mas façamos nós o que achamos BOM e os outros vão indo por aí...e deixa que a vida é muita sábida e Grande, tá vendo tudo e sempre na hora certa é ela quem dá o ton pras coisas ocorrerem Bem certinho, mas do jeito Maior Dela, não que a vida seja só bela mas ela sabe direitinho fazer as suas prosperarem. eu acho.
beijo
teus textos e imagens me fazem bem. Zen!

Ricardo Kersting disse...

Oi Helena..
A velhice é uma fase da vida que sempre nos será estranha. Nos outros ela nos parece normal e distante. Quando acontece conosco, nada sabemos dela, é uma ingrata surpresa. Os idosos se sentem injustiçados pela vida, muitos se conformam, mas duvido que gostem realmente. Ninguém gosta de perder os sentidos gradativamente, de perder a mobilidade, de perder a elegância, de perder o apetite sexual, paciência, etc..etc.. os jovens não entendem, nem têm como entender. Para as crianças tudo é fonte de saber e o vovô ou a vovó são pratos cheios. Quando os idosos demonstram algum desprezo pelos jovens, geralmente já esqueceram o tempo em que eles faziam pouco dos velhos. Seria mais fácil para todos, se entendessem que um dia serão idosos e lembrassem que um dia foram jovens. realmente esse conflito está longe de acabar.
Querer que um jovem pense e se prepare para a sua velhice é querer algo quase impossível. Os jovens não têm tempo para essas coisas.
Beijos.

LiLi disse...

Acho q esse interesse por parte dos jovens depende sim de cada um. Eu, por exemplo, sempre fui muito interessada no que os velhinhos tinham a dizer. Perguntava a meus avós como era no seu tempo. Converso muito até hj com a vó de Bruno q hj tem 81 aninhos. Ela é um poço de sabedoria. Um dia desses me contou q qdo JK visitou Macaé ela o conheceu. Poxa JK. Pra mim JK só se encontra em livros..!!! E na história de Brasília! *risos* Tb tenho uma amigona, Magdalena, que tem 71 anos e que eu amo de paixão...

É... de repente eu que já nasci velha, como diz minha amiga, Angie.