quinta-feira, 16 de abril de 2009

deusa Fúnebre

(Malczewski, Jacek - Polônia - 1902)
Gostei muito das opções feitas pelo pintor desse quadro.O tema é lugar comum mas a abordagem não. Primeiro por escolher uma mulher linda e forte como a enviada para levar as almas, ela está compenetrada, sua expressão é calma e séria. Percebe-se os tons azulados como se fossem raios da lua sobre a brancura da pele dessa deusa fúnebre. Tudo é sutil, delicado, feminino....
A prontidão com que o ancião recebe-a nos mostra não só a conformidade com aquele momento mas também reverência a algo importante. Creio que seja a morte ideal, não há embate, apego. O que mais nos atrasa nessa vida talvez seja também o motivo de desorientação no outro.

Como, quando e onde morreremos é um mistério mas podemos buscar mais o desapego, principalmente o material, para que possamos enfrentá-la com certa paz e tranquilidade.

3 comentários:

Rapha disse...

A morte muito boa sempre jovem e forte e pura, nunca deixa de nos surpreender. Maravilhosa observaca'o Helena!
Desapegar-se...
Essa Meta Maior fluxo inclasific'avel ainda me mata!
rs

Ricardo Kersting disse...

Oi Helena.
Tua análise está perfeita. Atribuiste aos raios da lua o tom azulado. Isso sem dúvida atenuou o impacto inicial da cena. Se o pintor fosse vivo ele ficaria te devendo essa. Trouxeste o espectador para a superfície do quadro, com a tua descrição, passa despercebida a guerra de volumes cromáticos que acontece no fundo.
Só não entendi por que o artista substituiu a figura do anjo católico por uma divindade pagã, posto que o catolicismo é a religião da Polônia. O teu comentário valoriza a parte bonita da obra, tiraste o peso da cena. Achei maravilhosa a tua visão do quadro.
Beijos

Gaia Lil disse...

relamente muito interesante sua observação sobre o quadro sobre a luz e o contrate,muito interessante a morte,tão vigorosa eoa mesmo tempo tão sublime tão suave e feminina.muito esperta sua analise e precisa