segunda-feira, 14 de setembro de 2020
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Afonso Cachorrão - Ditadura de Opinião
Segue um texto muito bem elaborado que copiei do blog http://afonsocachorrao.blogspot.com. Admiro o autor como pensador e escritor criterioso. Gosto de suas críticas, sempre com base em argumentos práticos e visíveis nas mídias. É uma pessoa rara, que busca a conscientização e o esclarecimento dos fatos que circundam nossa sociedade. Recomendo fortemente a leitura do texto "Ditadura de Opinião", bem como segui-lo por seu blog. Obrigada Afonso!
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Ditadura de Opinião
Há uma frase – indevidamente atribuída a Voltaire – que deveria ser exaltada e muito valorizada nos dias atuais: desaprovo o que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo – da autora britânica Evelyn Beatrice Hall.
O que temos visto ultimamente, juntamente com o fenômeno da radicalização do debate sobre os mais variados assuntos, é a tentativa de imposição – goela abaixo – de uma visão de mundo de determinados grupos sobre os demais. O “determinados grupos” pode ser qualquer minoria/ideologia, o que possuem em comum é a agressividade, prepotência e desrespeito com quem pensa diferente.
É surreal acreditar que pessoas que sofrem ou sofreram qualquer tipo de perseguição, preconceito e agressão queiram combater esses atos da mesma forma com que foram ofendidas. É contraditório, hipócrita e literalmente tosco! A História deveria ser escrita para aprendermos com os erros, não mais cometê-los - mas esse ensinamento é ignorado por uma crença cega e doutrinária em determinado tema ou assunto.
As mentiras tomam vulto, são propagadas numa velocidade assustadora, sem a menor preocupação de checagem de fontes. E isso não é particularidade de um ou outro grupo, é quase uma regra de uma época irresponsável, radical e boçal. Não importam os fatos, o que importa é que se o que estou lendo ou repassando coaduna com minha “opinião”, às favas com os escrúpulos!
Feministas combatem machismo com misandria; negros combatem racismo com mais racismo; liberais e socialistas esquecem completamente os ensinamentos teóricos e defendem o que um partido ou líder prega, protagonizando verdadeiros exemplos de vergonha alheia a céu aberto – ou para melhor contexto, em público numa rede social; são apenas alguns de vários exemplos de como anda deturpada a lógica. De nada importam anos de estudo, com verificação e comprovação empírica, se eu não concordo o que vale é a minha “verdade”. Surgem especialistas em todos os assuntos, que nunca presenciaram ou trabalharam com a questão de forma real, prática.
A suposta tolerância só é válida quando diz respeito ao que eu penso, o voto só presta quando meu candidato é eleito, a música só é de qualidade quando é o meu gosto pessoal, um veículo de comunicação só é sério e possui credibilidade quando escreve matérias que possuem uma tendência que eu quero ler ou ouvir, e assim caminha o festival de ditadores da opinião alheia.
Tempos sombrios, onde deturpam falas, tiram do contexto e agridem gratuitamente qualquer cidadão. Acabam com reputações. Há vários exércitos de minorias, prontos para atacar, fazendo um patrulhamento ideológico e comportamental. Se você faz parte de um grupo e não segue a agenda, torna-se um pária, digno de desprezo e isolamento.
A liberdade – palavra que esteve presente em todos os discursos influentes do último século, incluam-se todos os “ismos” – é usada conforme a música, sempre adaptando e sendo desvirtuada. Até mesmo estilo musical agora tem que ser necessariamente de um nicho específico, mostrando claramente a mente totalitária de um discurso propagado como tolerante. Confundem o artista com a pessoa, não conseguem separar o público do privado.
O direito a emitir uma opinião livre é um pilar da sociedade ocidental e democrática. O que poderia ser prezado é apenas o bom senso, a busca de um mínimo conhecimento antes de emitir juízo e o que nos tem faltado como seres pensantes: RESPEITO!
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Rui Barbosa - reflexão
| "[...] os que madrugam no ler, convém madrugarem também no pensar. Vulgar é o ler, raro o refletir. O saber não está na ciência alheia, que se absorve, mas, principalmente, nas idéias próprias, que se geram dos conhecimentos absorvidos, mediante a transmutação, por que passam, no espírito que os assimila. |
Um
sabedor não é armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de
aquisições digeridas."
(Trecho do discurso de paraninfo "Oração
aos Moços". Original no Arquivo da FCRB).
terça-feira, 26 de julho de 2016
Woman in me - Carleen Anderson
Algumas performances são especiais, no caso de Carleen, parece que todas são assim,,,
sexta-feira, 8 de julho de 2016
domingo, 13 de março de 2016
O Poder da vulnerabilidade - Brene Brown
Esse video da Brene Brown é longo mas vale muito a pena!!! Boa reflexão!
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