“O homem só tem um interesse verdadeiro,
e este é o desenvolvimento total de suas
potencialidades como ser humano.”
(“A Análise do Homem” – Erich Fromm - pag 119)
Acho que o ser humano, em termos da grande massa populacional, não se interessa mais em saber ou desenvolver suas potencialidades. O pouco interesse no autoconhecimento e a compulsão para o consumo, leva o homem para a ideia de querer somente gerar dinheiro e gastá-lo num ciclo interminável, como o hamster na rodinha.
Estamos tão rasos assim? Creio que os dispositivos tecnológicos estão prejudicando a percepção humana mais do que as pesquisas mostram. O sustento digno de nossas vidas é condição de sobrevivência, indiscutível. No entanto, o homem sempre se gabou de seu intelecto, sua capacidade criativa e inventiva. Pessoas simples buscavam soluções e as encontravam, usando seu engenho, muitas vezes sem contar com educação formal. Isso porque existia a curiosidade científica, que nunca foi território restrito aos cientistas PHDs. Conheci um senhor, que cursou somente as quatro primeiras séries e descobriu PI sozinho. Foi o primeiro a instalar sozinho uma turbina para gerar energia em seu pequeno vilarejo. Construiu casas e pontes, consagrou-se mais engenheiro que muitos diplomados. Isso se deu com ele por que conseguiu perceber e seguir sua vocação. Ele teve uma vida modesta, digna e cheia de conquistas incríveis!
Ninguém mais quer esse tipo de vida, os valores mudaram para a maioria. Poucas pessoas buscam conhecer e desenvolver suas potencialidades. Não imaginam que uma vez no caminho, com persistência e determinação, pode-se chegar ao inimaginável, o que para mim, é a grande aventura da vida!

Nenhum comentário:
Postar um comentário